Capítulo 2: Abaixo da superfície.
Nuno entrou na casa á beira mar. Era um edifício típico daquela zona, que tinha um aspecto paradisíaco. Lá dentro, o pai dele já o esperava.
- Então, que andaste a fazer até tão tarde na praia?
- Nada. - disse ele, indiferente. - Conheci uma rapariga que também faz mergulho.
- Como é que ela se chama?
- Matilde.
O homem de cabelos castanhos claros, com algumas madeixas cinzentas apareceu na sala. Na sua cara um sorriso jocoso incomodou o filho.
O rapaz revirou os olhos e foi para o seu quarto. Lembrou-e da rapariga com quem tinha passado a tarde.
Já de manhã, Nuno dirigiu-se ao mesmo local, e mergulhou. Passado um pouco, apercebeu-se que estava alguém ao seu lado. Quando emergiram, Matilde tinha uma cara ansiosa.
- Nem sabes o que descobri! - Exclamou ela. - Tens de ver, segue-me.
Sem deixar que o rapaz respondesse, ela mergulhou, e ele foi atrás dela. Passado um pouso, ela virou para a direita, e foi cada vez mais fundo. Então, perto das rochas que se encontravam na base da falésia, viram uma luz azulada, que era reflectida pela rocha basáltica, formando intrincados padrões abstractos no leito marinho . Nuno abriu a boca de espanto, e subiu de repente à superficie, pois havia-se esquecido de que estava debaixo de água.
Enquanto tossia, tentando acalmar a respiração, Matilde voltou à superfície.
- Estive a explorar aquilo um pouco mais, e nem vais acreditar, mas o que quer que seja, é gigantesco.
- Não vamos conseguir chegar lá só a mergulhar... - comentou ele.
- Pois... - concordou ela, desanimada.
Ele sorriu.
- Mas o meu pai é biólogo marinho... Pode pedir um submarino emprestado...
Ela abriu os olhos de surpresa, e soltou um guincho de contentamento, enrolando os braços em redor do pescoço de Nuno. Quase se afogaram quando foram ao fundo, mas voltaram contentes para a margem, ansiosos por descobrir o que era aquilo.
Uma luz? - Perguntou o pai de Nuno, depois de os jovens lhe terem contado o que haviam visto. - De facto... pode ser que eles me emprestem o submarino. Vou só fazer uns telefonemas, volto já.
Matilde e Nuno trocaram um olhar de ansiedade. Ele sorriu-lhe e ela corou, desviando a cara para a janela.
Pouco tempo depois, o pai de Nuno voltou com uma expressão satisfeita.
- Temos o submarino pronto amanhã de manhã.
Eles saltaram, cheios de alegria. Finalmente iam descobrir de onde vinha aquela luz. Mas não demoraria muito até que desejassem não a ter encontrado...
(capítulo 3, clicar aqui)
(prólogo e capitulo 1 - clicar aqui)
sexta-feira, 26 de março de 2010
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