Capítulo 3: Descoberta
O submarino partiu ainda de manhã cedo. No seu interior iam apenas três pessoas: Matilde, Nuno e o pai deste último.
Os jovens observavam as estranhas, mas belas, criaturas das profundezas, de uma maneira mais clara do que aquela a que estavam habituados. Um polvo contorceu-se por ente uma fenda das rochas, mudando de cor para se camuflar, foi então que a viram: a luz azulada, brilhando no sopé submarino da falésia. Podiam ver nuvens de pontos reflectores, que foram identificados elo pai de Nuno como sendo zoo e fitoplâncton.
Quando se aproximaram mais, aperceberam-se que a luz era na realidade várias luzes. Circulares, embutidas num corpo imenso. Uma exclamação de surpresa soltou-se de todas as três bocas que ali estavam no submarino, e o pai de Nuno aproximou o submarino daquilo que ele viam.
- Parece... - começou Nuno.
- Um filme. - completou a rapariga.
De repente, algo se mexeu ao lado do submarino. Um vulto rápido, acinzentado. Matilde subressaltou-se. De repente, algo bateu no submarino, que disparou em direcção ao corpo colossal que estava à sua frente.
Não tardou até que várias luzes se acendessem e piscassem, e um alarme irritante soasse. Então, algo se espetou no vidro do submarino. Todos os três ficaram petrificados, observando o objecto com três pontas a atravessar o espesso vidro que os protegia da falta de oxigénio e da pressão esmagadora da água àquelas profundezas.
- Vou tentar entrar! - avisou o pai de Nuno, apontando para uma abertura no objecto cheio de luzes.
Os jovens estavam paralisados de medo, sem conseguirem proferir uma palavra. A água já começara a entrar. A arma ainda estava espetada no vidro, e agora era a única coisa que impedia de entrar ainda mais água. Mas com a velocidade a que o veiculo ia, não tardou até que o projéctil começasse a mudar de posição, de tal maneira que o vidro começava agora a rachar em todo o lado.
Foi então que o viram pela primeira vez. Uma criatura com pele escamosa azul-acinzentada. Os seus dedos estavam juntos por uma pálpebra para facilitar a locomoção submarina. A sua cabeça parecia um polvo, com oito tentáculos a sair do queixo, mas no meio deles, uma boca redonda, repleta de dentes abria-se medonhamente num surdo grito de guerra. Os seus braços até poderiam ser humanos assim como o seu corpo, não fosse a estranha pele que o cobria. Mas as suas pernas eram muito longas, mas pareciam ser poderosas, para permitir uma forte impulsão através da água.
O submarino, sem parar, embateu na criatura, e entrou para dentro do corpo que estava no fundo marinho. Atrás dele, uma placa de metal fechou-se, a água foi sugada por uns tubos que havia no chão da divisão onde se encontravam, e um porta abriu-se à sua frente, deixando passar a mesma luz azulada que eles viam do lado de fora(.
(Continua no capítulo 4)
(clicar aqui para prólogo e capítulo 1)
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